Pescadores e produtores reivindicam indenização de meio bilhão por prejuízos causados pela queda de ponte.
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Entidades Pedem Indenização Por Danos Causados Pela Queda da Ponte Juscelino Kubitschek
Entidades exigem compensação por perdas causadas pela queda da Ponte JK, entre Maranhão e Tocantins, que resultou em pelo menos 14 mortes.
Na última quinta-feira (30), entidades de diferentes setores de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO) ingressaram com uma ação judicial solicitando uma indenização de R$ 500 milhões ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O motivo da ação é o colapso da Ponte Juscelino Kubitschek, que aconteceu em dezembro de 2024, resultando em grandes prejuízos para pescadores, comerciantes e outros profissionais da região.
O desabamento da ponte, que ligava os estados de Maranhão e Tocantins, causou a morte de 14 pessoas, com três desaparecidos. Além disso, a queda também provocou o derramamento de 70 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de agrotóxicos no Rio Tocantins, aumentando as preocupações com a poluição e a contaminação das águas. A ação foi movida por diversas entidades locais, incluindo a Colônia de Pescadores Z-35, a Cooperativa dos Pescadores e Piscicultores do Médio Tocantins (Cooperatins), a Associação dos Barraqueiros da Ilha da Cigana, a Associação dos Músicos Locais de Estreito Maranhão (Amlem) e a Associação dos Profissionais em Artesanato de Estreito Maranhão (Apaem).
De acordo com o representante jurídico das entidades, o acidente gerou sérios danos à atividade pesqueira e ao comércio local. A poluição da água comprometeu a pesca, e mais de 96% dos estabelecimentos comerciais da cidade de Estreito (MA) registraram uma queda no número de clientes, agravando ainda mais os impactos econômicos. O valor de R$ 500 milhões solicitado pelas entidades visa compensar os danos materiais e morais sofridos pelas comunidades afetadas.
A Ponte Juscelino Kubitschek, construída na década de 1960, já apresentava sinais críticos de deterioração, como fissuras e rachaduras nos pilares, conforme relatórios técnicos de 2020. Mesmo diante dessas condições, a manutenção e fiscalização da ponte não foram suficientes para evitar o trágico acidente.
O DNIT ainda não se manifestou sobre a ação judicial, mas o caso segue em andamento, com a expectativa de que o Departamento assuma responsabilidades pelos prejuízos causados.
O episódio também trouxe à tona a necessidade urgente de melhorar a infraestrutura viária no Brasil, especialmente no que diz respeito à manutenção de pontes e rodovias que conectam diferentes regiões do país.
Fontes:
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