“Projeto de lei propõe criminalizar ataques a religiosos após polêmica com Frei Gilson”

Frei Gilson vira alvo de disputa entre direita e esquerda.

O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) apresentou, na terça-feira (3/11), o Projeto de Lei 885/2025, que visa criminalizar ataques em massa contra líderes religiosos ou religiosos nas redes sociais, com o objetivo de incitar ódio, intolerância e violência. A proposta prevê pena de reclusão de 6 meses a 2 anos, além de multa, para os responsáveis ​​por tais ataques.

A iniciativa surgiu após uma onda de críticas direcionadas ao sacerdote católico Frei Gilson. Conhecido por seus específicos ao vivo durante a Quaresma às 4h da manhã, que mobiliza milhões de fiéis, Frei Gilson tornou-se alvo de setores da esquerda, que o acusa de ser "fascista e golpista". Em contrapartida, figuras da direita, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), manifestaram apoio aos religiosos, intensificando a polarização política em torno do tema.

Nas redes sociais, a polêmica ganhou destaque. Perfis sugeriram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou para conter as críticas ao frei, enquanto outros destacaram que as investidas contra ele uniram católicos, evangélicos e personalidades públicas, ampliando ainda mais seu alcance.

Frei Gilson, natural de São Paulo, ingressou na vida religiosa aos 18 anos e, atualmente, aos 38, é membro da Congregação Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo. Além de suas atividades religiosas, dedica-se à música, liderando o grupo Som do Monte, que evangeliza por meio de canções. Seus corretores ao vivo surgiram durante a pandemia, inicialmente como um desafio pessoal e como forma de apoio para aqueles que enfrentavam dificuldades, especialmente durante a madrugada.

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