Gaeco e PF Prendem Policial Civil em Ação Contra Lavagem de Dinheiro do PCC via Fintechs.

  Operação Gaeco e PF Combatem Lavagem de Dinheiro do PCC em Fintechs: Prisão de Policial Civil e Busca em Empresas Digitais.

Material apreendido na operação do Gaeco e da PF contra fintechs 2GO Bank e InvBank — Foto: Reprodução

Na manhã desta terça-feira, 25 de fevereiro, uma grande operação de combate à lavagem de dinheiro envolveu o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público e a Polícia Federal. A ação resultou na prisão de um policial civil e no cumprimento de mandados de busca e apreensão em sedes de duas fintechs, empresas financeiras digitais, que são suspeitas de movimentar recursos milionários para o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua no Brasil.

O policial civil Cyllas Elia Junior foi preso durante a operação. Ele se apresenta como CEO do 2GO Bank, uma das fintechs citadas pelo delator Vinicius Gritzbach, executado no final de 2024 no Aeroporto Internacional de São Paulo. Gritzbach havia sido acusado de lavar dinheiro para o PCC e suas informações levaram à identificação das empresas envolvidas na operação. A segunda fintech alvo das investigações é a InvBank.

Segundo as apurações, essas fintechs foram usadas como fachada para lavar dinheiro da facção criminosa. Os investigadores descobriram que as empresas movimentavam grandes quantidades de dinheiro e dissimulavam sua origem ilícita, principalmente por meio da compra de imóveis. De acordo com a Polícia Federal, os valores movimentados pelas duas fintechs chegam a R$ 30 milhões.

Cyllas Elia Junior — Foto: Reprodução/Redes sociais

Cyllas Elia Junior, que estava afastado de suas funções desde 2022 por solicitação própria, retornou ao trabalho no início de 2025. No ano passado, ele havia sido preso em outra operação, em Campinas, pela sua ligação com a lavagem de dinheiro para criminosos chineses, mas foi libertado no final do mesmo ano.

Além do mandado de prisão contra Elia Junior, a operação cumpriu ordens de busca e apreensão nas sedes do 2GO Bank e do InvBank, bem como em seis endereços ligados à gestão dessas fintechs. De acordo com os promotores do Gaeco e analistas da Polícia Federal, as empresas usavam contas de "laranjas" para direcionar depósitos recebidos, mantendo total controle sobre essas contas para esconder a origem ilícita do dinheiro.

As investigações apontam que as fintechs empregavam um complexo esquema financeiro, usando tecnologia para dar uma falsa aparência de licitude ao dinheiro do crime organizado. Em 2022, o 2GO Bank chegou a promover um evento sobre segurança bancária em São Paulo, com a participação de diversas autoridades, como o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, e o promotor Richard Encinas, do Cyber Gaeco.

Este desdobramento reforça a continuidade das ações de combate ao crime organizado no Brasil, com o foco em desmantelar redes que utilizam empresas tecnológicas para lavar dinheiro e financiar atividades ilícitas.

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