Em 2025, a inflação dos alimentos no Brasil deverá ser mais moderada em comparação a 2024, segundo economistas consultados pelo g1.

 Fatores como uma safra recorde de grãos, condições climáticas favoráveis e a valorização do real frente ao dólar são apontados como contribuições para essa desaceleração.

Preços de alimentos exibidos em supermercado no Rio de Janeiro. — Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

Produtos com tendência de queda nos preços:

  • Óleo de soja: A produção de soja está prevista para atingir 166,3 milhões de toneladas na safra 2025/26, um aumento de 8,2% em relação à temporada anterior. Essa oferta maior tende a reduzir os preços do óleo de soja, que já começaram a cair em janeiro de 2025.

  • Leite longa vida: Desde novembro de 2024, o preço do leite longa vida vem diminuindo, influenciado por boas condições de pastagem devido às chuvas no final de 2024 e pela sazonalidade de menor consumo em janeiro.

Produtos com tendência de alta nos preços:

  • Carnes: Embora a inflação das carnes tenha desacelerado em janeiro de 2025, a oferta reduzida de bois para abate e a demanda externa aquecida podem limitar quedas significativas nos preços.

  • Café: Problemas climáticos, como calor e seca, afetaram a produção de café nos últimos anos, resultando em aumentos significativos nos preços. Em janeiro de 2025, o café moído registrou alta de 8,56% em relação ao mês anterior.

Apesar dessas tendências, é importante notar que a inflação acumulada de alimentos nos últimos anos ainda impacta significativamente as famílias de baixa renda, que destinam grande parte de sua renda à alimentação.

Fontes:

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